sexta-feira, 28 de março de 2014

SIPS revela percepções sobre a violência contra a mulher

Maioria dos consultados pelo Ipea acredita que comportamento feminino pode induzir ao estupro




Realizada entre maio e junho de 2013, uma nova rodada da pesquisa SIPS/Ipea (Sistema de Indicadores de Percepção Social) divulgada nesta quinta-feira, 27, revelou que 91% dos brasileiros defendem, totalmente ou parcialmente, a prisão para homens que batem em suas companheiras. A tendência em concordar com punição severa para a violência doméstica ultrapassa as fronteiras sociais, com pouca variação segundo região, sexo, raça, idade, religião, renda, ou educação: “78% dos 3.810 entrevistados concordaram totalmente com a prisão para maridos que batem em suas esposas”, afirma o documento.

No entanto, esses dados não permitem pressupor um alto grau de intolerância da sociedade brasileira à violência contra a mulher. Quase três quintos dos entrevistados, 58%, responderam que “se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros”. Quando a questão é se “casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre os membros da família”, 63% concordaram, total ou parcialmente. Da mesma forma, 89% dos entrevistados concordaram que “a roupa suja deve ser lavada em casa”; e 82% que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”.

De acordo com os autores do estudo, as percepções manifestadas indicam que a população ainda “adere majoritariamente a uma visão de família nuclear patriarcal, ainda que sob uma versão moderna”. Assim, “embora o homem seja ainda percebido como o chefe da família, seus direitos sobre a mulher não são irrestritos, e excluem as formas mais abertas e extremas de violência”.

Rafael Osorio, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, explicou que outras formas de violência estão sendo percebidas pela população. “Existe atualmente uma rejeição da violência física e simbólica – xingamentos, tortura psicológica –, no entanto, 42% das pessoas acreditam que a mulher é culpada pela violência sexual”, afirmou. Outro fator que chama a atenção são os casos de estupro dentro do casamento. “27% das pessoas concordam que a mulher deve ceder aos desejos do marido mesmo sem estar com desejo, e esse é um dado perigoso.”

Variações

Inspirado numa grande pesquisa nacional realizada na Colômbia, em 2009, que investigou aspectos relacionados aos hábitos, atitudes, percepções e práticas individuais, sociais e institucionais no que diz respeito à violência de gênero, o SIPS também buscou outras opiniões relacionadas à questão da discriminação e do sexismo.
Em um sentido mais geral, 50% dos respondentes concordaram total ou parcialmente com a afirmação “casais de pessoas do mesmo sexo devem ter os mesmos direitos dos outros casais”. Entretanto, diante de uma formulação mais incisiva, de que “o casamento de homem com homem ou de mulher com mulher deve ser proibido”, mais da metade, 52%, concordaram com a proibição.

Quando a situação é ainda mais concreta, de explicitação de uma relação homossexual em público, a oposição cresce: mais de 59% concordam total ou parcialmente que “incomoda ver dois homens, ou duas mulheres, se beijando na boca em público”.

Contribuições

Estiveram presentes ao debate a secretária de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves, a técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea Natália Fontoura, e Nina Madsen, do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFMEA), que fez a apresentação Entraves Institucionais ao Enfrentamento da Violência contra as Mulheres: construindo diagnósticos.

Aparecida Gonçalves explicou que mesmo com a Lei Maria da Penha o número de mulheres assassinadas com boletim de ocorrência registrado ainda é alto, e por isso “todas as políticas públicas existentes devem ser preparadas para atender as mulheres”. Segundo ela, “temos apenas 521 delegacias especializadas para atender mulheres no Brasil, o que é pouco”.
Lourdes Bandeira, secretária-executiva da Secretaria de Políticas para as Mulheres, fez os comentários finais. Ela disse que a violência doméstica é um tema delicado e que deve ser tratado com afinco. “Tratar a violência doméstica é tratar o espaço, porque ele revela as relações de intimidade e privacidade. Isso tanto para a violência física quanto sexual”, concluiu.



Fonte: www.ipea.gov.br/portal

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

terça-feira, 15 de maio de 2012

Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou Dele e Lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação.

Em quê, afinal de contas, ela era tão especial?
O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado.

Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado.
Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse.

Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma. Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.
Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido, quase insignificante, numa roupa especial para a festinha da escola.

Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado.

Outro para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: Eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo, mesmo sem dizer nenhuma palavra.
O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora.

Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos.
De superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.

Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.
Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas, ainda assim, insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.

Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.
Uma mulher de lábios ternos, que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.

Lábios que soubessem falar de Deus, do Universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.
Uma mulher. Uma mãe.
* * *
Ser mãe é missão de graves responsabilidades e de subida honra. É gozar do privilégio de receber nos braços Espíritos do Senhor e conduzi-los ao bem.

Enquanto haja mães na Terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de alcançar a meta da perfeição que lhe cabe, porque a mãe é a mão que conduz, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança
Autor desconhecido

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Existe idade para assumir um cargo de liderança? Com que idade a pessoa é considerada velha para o mercado?

Questões envolvendo idade e carreira estão entre as que mais geram dúvidas nos profissionais.    Assim, para tentar sanar ou ao menos clarear algumas dessas dúvidas, o portal InfoMoney  foi ouvir o diretor executivo da Ricardo Xavier Recursos Humanos,  Marshal Raffa, e a headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Ariadne Tomczak.  

 Jovens na liderança

 Quando assunto envolve idade e liderança, um dos principais questionamentos é sobre os jovens que chegam muito cedo ao poder. Ambos os especialistas, acreditam que a pouca idade pode ser um complicador neste sentido, visto que, para muitos dos jovens em posições de liderança nas empresas, faltam maturidade e experiência.

 “Não podemos deixar de reconhecer que estes jovens alcançam o espaço por competência. Contudo, a falta de maturidade e o fato de pularem etapas do desenvolvimento profissional podem impactar de forma negativa na tomada de decisões”, diz Raffa.

Ariadne concorda e completa: “a vida não tem atalho (…) Liderança é reflexo de um processo de aprendizagem. O líder tem que inspirar, ensinar... E, muitas vezes, a falta de experiência pode atrapalhar (…) É lógico que há bons líderes jovens. De toda forma, estes profissionais devem estar preparados para enfrentar as dificuldades, preconceito e resistência”.
 

Prazo de validade

 Outra questão que costuma ser tema de discussões acaloradas diz respeito a quando as pessoas são consideradas velhas para o mercado de trabalho.

 Na opinião da headhunter da De Bernt Human Capital, a resposta para esta pergunta passa pela área do profissional. Ou seja, depende do mercado de atuação.

 Já diretor executivo da Ricardo Xavier Recursos Humanos, não acha que exista uma idade de rejeição. “Se fosse há dez anos, eu diria que a partir dos 40 anos as pessoas já encontrariam dificuldades no mercado de trabalho. Hoje, contudo, isto não é mais uma realidade (…) Especialmente, após a crise de 2008, quando as empresas foram atrás dos profissionais mais experientes”.
 

Idade e ascensão profissional

Muitas pessoas relatam ter mais dificuldades para ascender profissionalmente, quando já não são mais consideradas jovens. Sobre o assunto, Ariadne reconhece que há mais dificuldade para estes profissionais alcançarem novas posições, porém, diz ela, depende do cenário e do momento da empresa.

Raffa, por outro lado, é categórico: “profissionais que não galgaram uma posição até uns 40 anos, por exemplo, vão sim encontrar dificuldades”.
 

Nunca é tarde para recomeçar

Sobre a questão da troca de área ou profissão depois de uma certa idade, os especialistas acreditam que nunca é tarde para recomeçar.

 Contudo, explicam os especialistas, se a pessoa decide trocar de carreira deve estar preparada para “descer alguns degraus”. Em outras palavras, ela deve entender que não ficará no mesmo patamar e que terá de investir na carreira.
 

Além da idade

De modo geral, avalia Ariadne, independentemente da idade, o profissional precisa perceber que é necessária a busca constante de conhecimento para evoluir na carreira, sendo que os profissionais mais velhos devem sempre buscar destacar a experiência, enquanto que os mais novos, a vontade de crescer profissionalmente.

Raffa concorda e acrescenta: “na maior parte das vezes, quem tem o maior preconceito é o próprio profissional e não o mercado, sendo que a pessoa usa a questão para mascarar outros problemas. Assim, o profissional deve procurar fazer uma autoanálise para identificar suas deficiências e procurar saná-las”.

FONTE: Portal Administradores.com

sábado, 31 de março de 2012

Televisão em excesso aumenta risco de morte prematura

Mais de duas horas por dia aumenta chances de diabetes e problemas no coração.

Assistir televisão diariamente é um hábito extremamente comum. No entanto, segundo estudo da Harvard School of Public Health, Estados Unidos, e publicado no Journal of the American Medical Association, passar muitas horas na frente da TV pode ser perigoso, pois o hábito está associado a maiores riscos de desenvolver diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e morte prematura.

Os pesquisadores fizeram uma análise sistemática de todos os estudos publicados de 1970 a 2011, que ligavam o ato de assistir TV a maiores chances de desenvolver complicações.

Os resultados mostraram que mais de duas horas por dia na frente da televisão aumenta as chances de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças do coração e, mais de três horas, morte prematura. A cada duas horas a mais de televisão por dia, o risco de todas essas doenças sobe para 20%, 15% e 13%, respectivamente.

Para os estudiosos, a ligação entre ver TV e essas doenças pode ser explicada pela relação entre obesidade e o excesso de televisão e, logo, sedentarismo. A obesidade é associada a hábitos alimentares pouco saudáveis e níveis baixos de atividade física, fatores de risco para o diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Saia da frente da televisão

Quer uma dica simples para melhorar a sua vida? Desligue a televisão e faça suas refeições à mesa. Uma pesquisa do Ministério da Saúde de abril deste ano mostrou que 25,8% dos adultos passam três ou mais horas diante da TV e isso acontece cinco ou mais vezes na semana. Se você se encaixa nesses números, saiba que está se prejudicando.

"Quando estamos em frente à televisão, comemos mais do que o necessário, pois esquecemos a saciedade e passamos a comer automaticamente", explica a endocrinologista Cláudia Cozer, da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica). A consequência disso você já sabe: aqueles quilinhos extras.

Uma boa refeição é aquela programada. Claudia afirma que ela deve levar de 20 a 30 minutos no mínimo. Se você demora menos que isso, deve estar mastigando pouco os alimentos, o que pode ser um grande problema também.

Além disso, fazer as refeições à mesa, com a família ou amigos melhora o convívio social. Aproveite este tempo para interagir com as pessoas a sua volta, saber do dia de cada um, conversar e falar da sua vida também.

E acredite: há mais motivos para você deixar a TV de lado. Um estudo realizado pela Clínica Mayo, em Minnesota, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas que assistiram à televisão por mais de sete horas por dia mostraram 50% mais chances de desenvolver perda de memória. Por isso, saia da frente da TV, vá ler um livro ou dar uma volta no parque. Sua saúde agradece.


Fonte:    Revista Minha Vida

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Para os chefes se darem bem com a Geração Y ...

Desde que se começou a ouvir falar da Geração Y, muitos rótulos foram pregados em suas baias e mesas de trabalho: irriquietos, insubordinados, informais e, sobretudo, infiéis – trocariam de emprego ao menor sinal de que poderiam se dar bem.
À medida que essa geração nascida na era da internet começou a se assentar no ambiente de trabalho, porém, muitos mitos foram caindo. É claro que lidar com esses jovens é bem diferente de administrar os já praticamente quarentões da Geração X, ou o pessoal ainda mais veterano.
No fundo, porém, a cabeça da Geração Y é mais fácil de compreender do que parece. É o que afirma o site americano Youtern.
Se você é chefe de uma equipe cheia de gente entre os 20 e os 30 anos, veja três dicas do Youtern para ser um bom líder:
 
Seja transparente
Poucas coisas irritam mais a Geração Y do que omitir informações ou simplesmente “mandar” que algo seja feito. Lembre-se: essa turma cresceu na era da internet, é bem informada e tem outra noção de privacidade, já que nunca conheceu um mundo sem Facebook, Twitter ou Google.
Por isso, seja o mais transparente possível ao comunicar suas decisões ou solicitar alguma tarefa. Eles vão questioná-lo mais, mas o lado bom é que, se comprarem sua ideia, vão se engajar com mais empenho.
 
Eles têm vida particular
Ser workaholic não faz a cabeça da Geração Y. Ver a vida inteira se resumir ao escritório... simplesmente não dá para eles, para desespero de muitos de seus chefes, o veteranos da geração pós-guerra ou mesmo os mais velhos entre os da geração X.
 Para essas duas turmas, o compromisso com o trabalho é um dos valores mais preciosos, capaz de adiar férias, sumir do convívio familiar e nem saber o que é um final de semana.
Para a Geração Y, ter vida própria significa muitas coisas. Não se trata apenas de evitar ficar além do expediente. É sobretudo, inverter o modo como o trabalho é visto: é o trabalho que deve se encaixar no projeto de vida deles – e não o contrário.
Eles detestam lerdeza
Essa afirmação tem vários sentidos. O primeiro é que a Geração Y não gosta de burocracia, nem de lentidão nas decisões. Acostumados ao ritmo acelerado das novas tecnologias, os mais jovens simplesmente não entendem por que algo aparentemente simples precisa demorar tanto para ser feito ou decidido.
Outra consequência dessa aversão à marcha lenta é a rapidez com que querem ascender profissionalmente. Se eles estão comprometidos com o projeto, geram resultados e os resultados geram dinheiro para a empresa, por que não podem ganhar uma fatia deles?

FONTE: Portal Exame

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Vamos, mais atitude !!!

A maneira como você se posiciona diante dos desafios no trabalho pode ser decisiva na sua carreira. Invista na assertividade.
 
Tudo se embaralhou no mundo corporativo, especialmente conceitos estanques de comportamento de gênero. Não faz muito tempo, homens e mulheres começaram a se revezar nos postos de comando das grandes empresas. Sabe-se, porém, que ambos têm competências, virtudes e, sim, motivos para vacilar diferentes. Como, então, a executiva deve ser mais assertiva para colher mais frutos no trabalho? É uma questão de argumentação, de atitude ou tem a ver com a maneira de se vestir?
 
Anita Kon, doutora em economia pela Universidade de São Paulo e coordenadora do Grupo de Pesquisas em Economia Industrial, não acredita que para ser assertiva a mulher deve falar grosso. "A capacidade de argumentação e convencimento pode ser, em geral, mais eficiente por meio da fala mansa", diz.
 
Para Renata Filippi, sócia-diretora da Mariaca, empresa de recrutamento de executivos, a mulher precisa ser focada, ao mesmo tempo em que deve absorver do universo masculino a racionalidade e a busca de resultados. "A flexibilidade feminina para ouvir e entender as necessidades alheias deve ser traduzida em ações", diz Renata. A executiva acredita que, hoje, são regras para poucas: "Já há muitas mulheres em áreas masculinas acostumadas com isso. Veja o caso das engenheiras e das profissionais de logística. Assertividade é com elas mesmas".
 
Eliana Molina, atualmente diretora sênior de RH da Herbalife, formada em secretariado executivo pela Fundação Getúlio Vargas e MBA Executivo pela FAAP, elencou o que se deve fazer e, principalmente, o que precisa ser evitado em situações bem específicas, Confira:
 
Numa reunião
 
• Não monopolize a reunião.

• Certifique-se de que o fórum seja adequado para fazer os questionamentos ou compartilhar as informações. Se necessário, marque uma nova reunião com participantes específicos para tratar de temas pontuais.

• Peça a palavra e não interrompa a fala ainda incompleta do outro. Preserve-se ao mesmo direito quando não tiver completado sua fala.

• Não personifique os problemas. Trate de assuntos, de áreas, e não da pessoa que

• é o porta-voz.
 
Numa entrevista de trabalho
 
• Evite temas polêmicos, como religião, futebol, política etc., a menos que lhe questionem diretamente e, se isso ocorrer, cuide para que o tema não seja polemizado.

• Seja fiel às suas convicções e evite dar respostas de acordo com o que você acha que o entrevistador gostaria de ouvir. na maioria das vezes não existem respostas certas ou erradas, mas uma intenção de traçar o perfil do candidato para averiguação de adequação à posição que está sendo postulada.

• Agradeça a oportunidade de participar do processo e coloque-se à disposição para eventuais informações que sejam necessárias posteriormente.
 
Numa entrega de feedback
 
• Elogie em público e critique em particular.

• Agende feedback periodicamente (mínimo duas vezes ao ano) para conscientizar e criar oportunidade de melhorias antes de finalizar o processo de avaliação anual. Em outras palavras, não espere chegar o fim do ano para dizer que esperava que o funcionário fosse proativo ou que tivesse trabalhado em projetos no início do ano de forma diferente.

• Procure tratar de problema de desempenho como oportunidades e necessidades de melhoria. Não é fácil para ninguém receber feedback negativo, então seja cautelosa para não desmotivar, mas sim mostrar claramente onde há chance de melhorar.

• Sempre que possível, exemplifique com situações que ocorreram — reconhecendo o positivo e pontuando falhas.
 
Num pedido de aumento
 
• Esteja segura de suas responsabilidades, qualificações e práticas salariais do mercado para fazer uma abordagem firme e justa.

• Procure não se comparar a outro colega de trabalho, pois pode haver diferenças de competências, formação, escopo de função, responsabilidades diferenciadas e méritos individuais. Fale por si e por suas competências.

• Não blefe.

• Não pressione seu líder a ponto de deixá-lo sem saída. na maioria das vezes não depende dele aprovar o aumento salarial, e pode ocorrer de ele não conseguir a aprovação, por mais que tente, devido a diferentes momentos pelos quais a empresa passa.

 
Fonte: Você S/A

domingo, 18 de dezembro de 2011

Felicidade é mito ou verdade?

Passamos a vida toda em busca dela, mas não sabemos ao certo quando, onde e como encontrá-la. Há quem diga que se trata de uma emoção passageira. Outros a relacionam a conquistas materiais. Acredita-se que para obtê-la é preciso ter saúde, juventude, um bom casamento. Há ainda quem defenda que são necessários dias ensolarados numa praia.

O que todo mundo sabe é que a felicidade é contagiosa e a energia positiva que ela provoca, rapidamente se espalha. Mas, afinal, ela existe ou é uma invenção? Pesquisadores tentam descobrir uma fórmula para atingir o estado de espírito que traz a serenidade e o riso espontâneo, sem chegar a um consenso.

A psicóloga Darla Lopes ensina a não confundir a euforia momentânea ou o sorriso fácil no rosto com a felicidade. A postura de cada pessoa diante da vida é o que conta na visão da especialista. Gostar de si mesmo, investir na autoconfiança, são caminhos para se chegar até ela.

 "Felicidade é saber manter-se otimista, ver o lado bom de tudo ou ao menos tentar. Trata-se de ter autoestima e autoconceito equilibrados, mesmo em momentos desfavoráveis", afirma.

"Quando estamos satisfeitos intimamente transmitimos isso para o nosso meio. Como consequência damos abertura para que os outros se aproximem de nós e quando estamos com uma visão positiva contagiamos os outros", destaca.

 É esse estado de contentamento que faz todo mundo se aproximar de quem tem mais energia. Aquele menino de sorriso fácil, de natureza expansiva, tem mais chance de sair ileso diante dos percalços da vida. O que explica a definição do dicionário para a palavra felicidade "circunstância favorável, bom êxito, boa sorte e fortuna".

Olhando bem, essa reposta importante, mostra que nem sempre o indivíduo é capaz de controlar os resultados, direcionar a si mesmo para este estado de ânimo.

 "A felicidade que muitas vezes parece distante requer uma mudança de atitude, de pensamento e de foco. Mudar o foco é mudar a forma de ver e interpretar o que acontece. É olhar para você e ficar satisfeito", ensina a psicóloga.

 Darla ressalta, no entanto, que nem sempre a busca de uma nova maneira de encarar a vida ocorre por conta própria. Muitas vezes, é preciso recorrer a ajuda externa. "A terapia é um recurso eficiente para que as engrenagens se ajustem e a pessoa volte a encontrar motivos para ser feliz", afirma.

"Não vale a pena se iludir com a falsa felicidade, gastar, beber e comer compulsivamente ou, então, viver de forma irresponsável e sem limites. A paz de espírito está em quem você é, o que realmente importa para você e aonde você quer chegar", diz.

Fonte:  O Diário / Tarcila França

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Aréas que uma Administradora pode atuar

Administração de empresas
Cuidar de todas as operações de uma empresa, desde a organização de seus recursos humanos, mercadológicos, materiais e financeiros até o desenvolvimento de estratégias de mercado.

Administração esportiva
Gerenciar times e equipes, promover competições e cuidar do marketing esportivo de uma associação. Em órgãos oficiais, definir políticas para o esporte.

Administração financeira
Organizar e coordenar as atividades financeiras de um estabelecimento, lidando com patrimônio, capital de giro, análise de orçamentos e fluxo de caixa.

Administração hoteleira
Gerenciar hotéis, flats, pousadas e parques temáticos. Supervisionar o funcionamento do estabelecimento, seus serviços, sua manutenção, as reservas e a limpeza.

Administração hospitalar
Gerenciar hospitais, prontos-socorros e empresas de convênio médico ou seguro-saúde.

Administração de produção
Supervisionar o processo produtivo em indústrias, da análise, aquisição e estocagem da matéria-prima à qualidade e distribuição do produto final.

Administração pública
Planejar, promover e gerenciar instituições públicas.

Administração de recursos humanos
Cuidar das relações entre funcionários e empresa, coordenando a seleção e a admissão, os planos de carreira e de salários, os programas de incentivo, de treinamento e de capacitação da mão-de-obra.

Administração rural
Dirigir empresas rurais e agroindustriais, controlando o processo de produção, a distribuição e a comercialização de produtos.

Administração do terceiro setor
Planejar e coordenar as operações de ONGs, gerindo a captação de recursos e sua aplicação em projetos ambientais, educacionais, profissionalizantes ou comunitários.

Auditoria
Acompanhar a análise e os exames de documentos dos diversos setores de uma empresa ou organização.

Comércio exterior
Administrar e planejar negociações de compra e venda com empresas do exterior.

Controladoria
Planejar e gerenciar o orçamento de uma empresa, fazendo o controle dos custos e a auditoria interna.

Empreendedorismo
Definir as estratégias de criação e direção de um negócio, avaliando as oportunidades, a concorrência e a gestão de recursos humanos.

Gestão ambiental
Planejar, desenvolver e executar projetos para a preservação do meio ambiente.

Gestão de qualidade
Otimizar os processos industriais e de venda ou compra de serviços ou mercadorias. Coordenar programas que melhorem a qualidade de vida de funcionários e clientes.

Logística
Implantar e administrar o fluxo produtivo de uma empresa, da estocagem da matéria-prima à distribuição da mercadoria nos pontos-de-venda.

Marketing
Definir as estratégias de atuação de uma empresa, estudar as necessidades dos clientes, desenvolver produtos e serviços para atendê-los e planejar as vendas.

Peritagem
Elaborar exames periciais em assuntos relacionados ao dia-a-dia de uma empresa, como na administração financeira ou de recursos humanos.

Sistemas de informação
Gerenciar os sistemas de tecnologia de informação em uma empresa, atualizando seus equipamentos e programas necessários ao negócio.


Fonte:  Administradores.com

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Dalai Lama: "Paz não cai do céu nem se conquista pela reza" (EFE - Agência EFE)

O líder espiritual Dalai Lama afirmou nesta segunda-feira na cidade francesa de Toulouse que "a paz não cai do céu nem é conquistada através da reza", por isso que a única maneira, segundo sua opinião, de solucionar os conflitos é através do diálogo e do esforço de cada um. Em uma conferência sobre "A arte da felicidade", com a qual encerrou sua visita à região, o monge budista e Prêmio Nobel da Paz de 1989 pediu às mais de 8 mil pessoas que presenciaram o ato para que "conversem frente a frente" cada vez que tenham algum problema com outra pessoa.

"O século XX foi o mais sanguinário da História. Deveríamos aprender a lição e fazer com que o século XXI seja o do diálogo", disse em uma conversa introduzida pelo filósofo e ex-diplomata francês Stéphane Hessel, autor do livro "Indignai-vos". Dalai Lama, que defende a autonomia tibetana e é considerado na China como um líder separatista, se propôs a falar "das coisas importantes em nossa vida cotidiana" e assegurou que "a realidade nos mostra que precisamos de uma maior cooperação genuína, baseada na amizade, na confiança e na honestidade".

Durante o encontro de quase duas horas e meia, no qual se expressou em inglês, o líder espiritual, 76 anos, sustentou que "o bem-estar de uma nação e de uma família depende de soluções globais", que dependem de "um senso de responsabilidade". Em seu discurso, Dalai Lama lembrou que "somos em essência animais sociais" e que como tais dependemos uns dos outros, por isso, insistiu, que devemos nos apoiar "de maneira construtiva", para conseguirmos a paz interior, um estado que não se conquista segundo ele "nem com dinheiro nem com poder", mas parte do interior e provém, "como a verdadeira felicidade, do coração".

O líder por fim ressaltou que seu compromisso principal reside na promoção desses valores humanos, não do ponto de vista da religião, mas da ética, e advertiu que sentir-se bem é importante não só para os cidadãos, mas também para os dirigentes. "É essencial que possam cultivar esses valores porque suas decisões afetam uma quantidade inumerável de pessoas", disse o líder espiritual, que recomendou aos cidadãos que estejam desencantados com seus governantes que sef envolvam na política, porque "estando à margem, não conseguem mudar nada".


Fonte:   EFE-Agência EFE  -  Portal Terra

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Veja tabela de exercícios com as calorias por 30 minutos de atividade:

Esses dados são uma média, visto que o gasto calórico varia de pessoa para pessoa por causa da intensidade do exercício, do metabolismo individual, da genética e do biotipo (peso, altura, sexo, etc).
  
O ideal é fazer uma dieta balanceada, sob orientação de uma nutricionista, e exercícios físicos pelo menos 3 vezes por semana. É importante também verificar com o médico como estão seus hormônios.


Veja tabela de exercícios com as calorias por 30 minutos de atividade:


Andar a cavalo: 81 calorias

Andar de patins: 196 calorias

Andar de bicicleta: 126 calorias

Andar acelerado: 276 calorias

Andar na esteira: 156 calorias

 Andar rápido na esteira: 270 calorias

Andar em areia dura: 160 calorias

Andar em areia fofa: 190 calorias

Andar no mar com água pela canela: 140 calorias

Arrumar a cama: 66 calorias

Arrumar a mala: 60 calorias

Arrumar o armário: 80 calorias

Bicicleta ergométrica: 250 calorias

Body Combat: 300 calorias

Body Pump: 190 calorias

Cantar: 55 calorias

Compras no supermercado: 70 calorias

Correr em terreno plano: 310 calorias

Correr em terreno irregular: 330 calorias

Correr em areia fofa: 370 calorias

Correr na subida: 400 calorias

Cozinhar: 90 calorias

Dançar: 200 calorias

Desenhar: 60 calorias

Dormir: 30 calorias

Dirigir o carro: 80 calorias

Dirigir a moto: 95 calorias

Escovar os dentes: 40 calorias

Escalar montanha: 290 calorias

Escalar paredão: 245 calorias

Esgrima: 240 calorias

Esquiar na água: 310 calorias

Esquiar na neve: 290 calorias

Fazer sauna seca: 100 calorias

Ginástica aeróbica: 200 calorias

Ginástica localizada: 130 calorias

Ginástica olímpica: 210 calorias

Musculação intensa: 240 calorias

Musculação leve: 160 calorias

Hidroginástica: 150 calorias

Jogar basquete: 280 calorias

Jogar frescobol: 190 calorias

Jogar futebol: 330 calorias

Jogar futevôlei: 200 calorias

Jogar handebol: 300 calorias

Jogar peteca: 125 calorias

Jogar squash: 315 calorias

Jogar tênis simples: 240 calorias

Jogar tênis dupla: 130 calorias

Jogar polo aquático: 320 calorias

Jogar vôlei de praia: 150 calorias

Jogar vôlei de quadra: 105 calorias

Ler: 50 calorias

Levar o cachorro para passear: 150 calorias

Lutar boxe: 300 calorias

Lutar capoeira: 270 calorias

Lutar karatê: 290 calorias

Lutar jiu-jitsu: 280 calorias

Lutar judô: 285 calorias

Lutar kung fu: 290 calorias

Lutar tae kwon do: 280 calorias

Meditar: 20 calorias

Nadar crawl: 255 calorias

Nadar de costas: 250 calorias

Nadar borboleta: 280 caloris

Nadar peito: 260 calorias

Passar aspirador de pó: 175 calorias

Praticar mergulho: 115 calorias

Praticar snorkel: 90 calorias

Pula corda: 220 calorias

Pular de paraquedas: 135 calorias

Pular de paraglider: 145 calorias

Remar: 280 calorias

Salto em altura: 295 calorias

Salto em distância: 290 calorias

Step: 315 calorias

Subir escadas: 310 calorias

Tocar bateria: 115 calorias

Tocar flauta: 70 calorias

Tocar guitarra e baixo: 80 calorias

Tocar piano: 70 calorias

Tocar violão: 75 calorias

Tomar sol: 35 calorias



 Fonte:  Dra. Marcia Cristina Gonçalves

sábado, 16 de julho de 2011

Procura-se

" Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e dos oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher, que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possivel e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar.

Ps.: Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar."


(Clarice Lispector)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

LONGEVIDADE & ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL

A ciência do envelhecimento, motivada por encontrar a fonte da juventude ou pela curiosidade de entender como e por que envelhecemos, vem crescendo bastante e muitas informações sobre os mecanismos moleculares e celulares, envolvidos no processo de envelhecimento, estão sendo estudados. Diversas são as tentativas de explicação para esse processo, desde os questionamentos à teoria evolutiva de Darwin até o esclarecimento de como ocorre o envelhecimento em seres vivos menos complexos como leveduras, larvas e ratos. Atualmente, o que se sabe é que o envelhecimento pode ser caracterizado como um processo de impedimento progressivo e generalizado de funções que resulta no aumento do risco de doenças e morte, acompanhado pela diminuição da fertilidade, e que esse processo é multifatorial, sendo influenciado por vários aspectos como a saúde mental e os hábitos de vida.

A reportagem “Os novos caminhos para a longevidade”, publicada na revista Isto É, traz descobertas que revelam a influência da personalidade, do relógio biológico e da quantidade de alimentos ingerida para garantir uma vida mais longa e saudável. Segundo a matéria, estudos revelam que indivíduos de temperamento irritadiço, mais propensos a neuroses, estão sujeitos a prejuízos na atenção, emoções e memória. Respeitar o relógio biológico, ou ritmo circadiano, também é importante. Os autores afirmam que preservar o sono e fazer refeições no mesmo horário ajuda a regular o ritmo biológico, prevenindo alterações e doenças. Em relação à alimentação, enfatizam a importância da restrição calórica e do consumo de uma dieta saudável como fatores determinantes para prolongar o tempo de vida.

O mecanismo biológico responsável pelo efeito da restrição calórica na longevidade ainda é controverso; no entanto, algumas hipóteses têm sido propostas, tais como a redução da gordura corporal, com melhora da sinalização da insulina; e a redução da produção de espécies reativas de oxigênio, com consequente atenuação dos danos oxidativos.

As alterações fisiológicas, importantes durante o período de privação calórica, são iniciadas com a redução da concentração de glicose no sangue, ocasionada pela baixa ingestão de energia proveniente da dieta. Isto leva a uma diminuição da produção de insulina pelas células beta do pâncreas e, consequentemente, a uma diminuição do depósito de tecido adiposo, que é um órgão endócrino capaz de produzir hormônios ativos em todo o organismo, como o fator de necrose tumoral-alfa (TNF-alfa), a resistina, a adiponectina e a leptina. A alteração do depósito de gordura poderia modificar a secreção desses hormônios, como liberar maior concentração de adiponectina e menor concentração de TNF-alfa, melhorando a sensibilidade à insulina em diversos tecidos, como o muscular e o hepático. Essas mudanças endócrino-metabólicas poderiam promover maior expectativa de vida.

As espécies reativas de oxigênio (ERO), ou radicais livres, são formadas pela respiração celular, sendo o ânion superóxido (O2-), o peróxido de hidrogênio (H2O2) e o radical hidroxil (OH-) os mais conhecidos. Estas moléculas oxidam parcialmente outras moléculas que se encontram próximas, tais como lipídeos, proteínas ou ácidos nucleicos (DNA e RNA). Além disso, as ERO ativam um fator de transcrição pró-inflamatório denominado NF-κB, responsável pela transcrição de proteínas pró-inflamatórias como TNF-alfa e interleucinas 1, 2 e 6. Os danos oxidativos, assim como a ativação de genes pró-inflamatórios, causados pelas ERO, estão fortemente relacionados ao envelhecimento e à patogênese de diversas doenças crônicas não transmissíveis, como aterosclerose, diabetes, artrite reumatoide, desordens neuro-degenerativas e câncer. A restrição calórica parece promover melhora nos danos oxidativos, com a supressão da expressão e da ativação do NF-κB.

A privação calórica também parece regular genes envolvidos no reparo celular, na resistência ao estresse, na proteção contra danos oxidativos e na prevenção de algumas alterações que ocorrem com a idade. Em leveduras, descobriu-se que o efeito determinante da longevidade era mediado pela indução de um gene chamado silent information regulator 2 (regulador de informação silenciosa 2, ou Sir2). Estudos mostraram que a Sir2 pertence a uma classe de proteínas chamadas sirtuínas. Em mamíferos, sabe-se que há sete genes de sirtuínas, sendo a sirtuína 1 (SIRT1) a mais parecida com a Sir2, e que a restrição calórica aumenta as concentrações dessa molécula. Esse aumento leva à redução do metabolismo energético, que submete o organismo a um desgaste menor, reduzindo assim a produção de substâncias que agridem as células, como as ERO. Tal mecanismo tem sido associado ao maior tempo de vida.

Estudos em animais demonstram que a restrição de 10% a 50% das calorias totais diárias levam ao prolongamento do tempo da vida e ao envelhecimento com menores índices de tumores, doenças cardiovasculares e problemas de aprendizagem e memória, mas ainda não está estabelecido se teria o mesmo efeito benéfico sobre a longevidade de humanos. Entretanto, estatísticas mostram que a escassez de comida durante a Segunda Guerra Mundial foi associada a uma diminuição de mortalidade por doença coronariana em países europeus.

A matéria também descreve que não basta comer menos, mas também é essencial cuidar da qualidade do que se come. Pesquisas recentes sugerem que o consumo de substâncias, como fitoquímicos e aminoácidos, também desempenham papel fundamental para a promoção da longevidade.

Os fitoquímicos, também conhecidos como compostos bioativos, são substâncias encontradas nos vegetais e conhecidas por oferecerem proteção contra ataques de insetos e doenças nas plantas, mas que também apresentam uma série de benefícios à saúde humana. O texto descreve a atuação dos fitoquímicos presentes no chá verde, própolis, geleia real, romã, salmão, sardinha, suco de uva, vinho tinto, alho, cúrcuma, ginseng, quinua, arroz integral, aveia, azeite de oliva, castanha-do-Brasil, frutas vermelhas, gengibre, óleo de coco, tomate, brócolis e soja como importantes para a prevenção do envelhecimento da pele, do cérebro, das artérias e dos ossos. Em todos esses alimentos encontram-se compostos bioativos com capacidade antioxidante, anti-inflamatória e anti-carcinogênica, o que explica seus benefícios à saúde. Também são citados os papéis de aminoácidos como a metionina e a cisteína na regeneração dos tecidos, na destoxificação hepática e na prevenção de doenças cardiovasculares, neuromotoras e degenerativas, como a doença de Alzheimer.

Outro aspecto abordado é o incentivo à diminuição do consumo de refrigerantes, apresentando evidências que demonstram a redução do tempo de vida pelo excesso de consumo de fosfato, presente em grande quantidade na bebida. Outros fatores também poderiam ter sido abordados, como o aumento do consumo de gorduras trans, sal e açúcar pela população brasileira, como demonstram os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE. Segundo a POF, o brasileiro tem deixado de consumir alimentos basicos como arroz, feijão, frutas e verduras, e aumentado o consumo de alimentos processados e industrializados, o que, além de representar menor oferta de carboidratos complexos, fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos, aumenta a exposição a xenobióticos, como aditivos químicos e adoçantes artificiais, e a disruptores endócrinos como o bisfenol A. Essas substâncias estão associadas ao desenvolvimento de disbiose intestinal, alergias alimentares, sobrepeso, obesidade, resistência à insulina, diabetes, câncer, entre outras condições que reduzem a qualidade e a expectativa de vida.

Mais importante que as estratégias para se descobrir os mecanismos envolvidos com o envelhecimento, ou as fórmulas que levem à longevidade, são os fatores capazes de propiciar maior tempo de vida com qualidade. Há muito se fala sobre aumento da expectativa de vida como um dos índices de desenvolvimento de um país e que fazem com que ele seja classificado como subdesenvolvido, em desenvolvimento ou desenvolvido. A expectativa de vida acima dos 73 anos pode parecer ponto favorável para uma população. Mas até que ponto devemos nos preocupar com a quantidade de tempo vivido? Mais importante que isso é valorizar as condições que levem a um envelhecimento saudável, livre de doenças crônicas não transmissíveis e de condições que afetem o bem-estar físico e mental e a qualidade de vida das pessoas.


 
* Texto elaborado pela Dra. Camila Almeida Menezes, aluna bolsista do curso de Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pela VP Consultoria Nutricional/ Divisão Ensino e Pesquisa.

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”


Por: AMIR KLINK em Mar sem Fim